A porta automática do hospital se abriu diante de nós, e o ar da cidade me atingiu no rosto. Senti o peso da minha barriga enorme, pesada, viva. Meu bebê se mexia devagar, como se sentisse que algo tinha mudado. E tinha. Dentro de mim, além dele, havia um tumor. Uma palavra pequena demais para carregar tanto peso.
Ainda não sabíamos a gravidade. Só saberíamos depois dos exames. Dias de espera. Dias que pareciam um abismo.
Adriano mantinha a mão firme nas minhas costas, enquanto caminhávamos até