Eu congelei quando entrei na sala e vi Adriano. Ele estava de pé, próximo à janela.
Por um segundo, pensei que estivesse sonhando. Ou tendo uma alucinação provocada pelo cansaço. Mas não. Era ele. A mesma postura firme, os ombros largos, o olhar intenso que sempre me atravessou inteira.
À princípio, nenhum de nós se moveu. Em seguida eu balbuciei:
— Adriano!?
Mas então o olhar dele desceu.
Dos meus olhos… para minha barriga.
Eu vi quando ele percebeu. Vi quando o ar faltou nos pulmões dele. Vi