Desci para o jantar quando a casa já estava envolta naquele silêncio morno que só a noite no interior sabe criar. O dia tinha sido longo, carregado de pequenas descobertas e pensamentos que não me largavam, e eu esperava encontrar a cozinha vazia ou, no máximo, Quitéria organizando as panelas. Mas, ao atravessar a porta da cozinha, encontrei Catarina sentada à mesa com Adriano.
Ela falava animada, gesticulando com as mãos, os olhos brilhando de entusiasmo. Adriano a escutava com o corpo inclina