Acordei com aquela sensação estranha de que tinha esquecido alguma coisa.
Não era um sonho ruim. Nem ansiedade comum. Era como se meu corpo tivesse despertado antes da minha cabeça, me puxando por dentro, avisando que, naquele lugar, errar custava caro.
Fiquei alguns segundos encarando o teto claro, tentando lembrar onde eu estava. A resposta veio no silêncio.
Naquela casa, o silêncio não descansava. Parecia vigiar.
Respirei fundo e virei o rosto devagar em direção à mesa de cabeceira.
07