Descemos para o almoço pouco antes do meio-dia. A casa continuava funcionando no mesmo ritmo silencioso, preciso, quase matemático, como se cada passo já tivesse sido calculado antes mesmo de alguém nascer ali dentro. Nada era improvisado. Nada era deixado ao acaso. Até o som parecia controlado.
A mesa já estava posta quando chegamos. Pratos alinhados, talheres paralelos, copos posicionados na mesma distância exata da borda.
Tudo perfeitamente simétrico. Bonito. Impecável. E, de algum jeito…