O som do grave batendo no chão do camarote parecia pulsar no mesmo ritmo que o sangue de Coringa. Ele não conseguia desviar os olhos. A nova Helena era uma miragem letal.
Ao lado dele, uma garota loira, visivelmente desconfortável com a presença magnética que acabara de invadir o espaço, tentou marcar território. Ela passou a mão pelo peito de Coringa, forçando um sorriso para Helena.
— Arthur, amor, quem é essa? — a garota perguntou, a voz fina tentando competir com a música.
Helena nem sequer