VITÓRIA
O som da porta da frente batendo ainda ecoava nos meus ouvidos, mas não tanto quanto o riso de Fernanda e o silêncio covarde de JJ. Eu subi as escadas tropeçando nos meus próprios pés, as lágrimas embaçando tudo.
— Vitória! O que aconteceu? Fala comigo, irmã! — a voz de Leonardo vinha do corredor, mas eu bati a porta do meu quarto e girei a chave.
— Vitória, abre aqui! Estamos preocupados! — Emily implorava, batendo de leve na madeira.
Eu não respondi. Não conseguia. Se eu abrisse