O som da porta de ferro da cela se fechando foi o baque da realidade que Arthur precisava. A delegacia estava um caos. O cheiro de café barato e suor dos policiais se misturava ao ar pesado. Ele foi jogado em uma cela coletiva, mas o tratamento era diferenciado — odioso.
— Assassino! — A voz aguda e histérica veio do corredor.
Arthur levantou a cabeça. Do outro lado das grades, uma mulher impecavelmente vestida, mas com o rosto contorcido de ódio, tentava passar pelos policiais. Era a mãe de Ra