O quarto estava mergulhado no som rítmico da respiração pesada de Rafael. Helena sentia o calor do corpo dele ao seu lado — um calor que não a aquecia, mas a sufocava. Com movimentos milimétricos, ela deslizou o celular para debaixo do lençol. A luz da tela feriu seus olhos, mas o que doía mais eram as notificações de Arthur.
Arthur: "Não tenta me fazer de otário, Helena. Eu conheço o som daquela casa. Aquele funk no último volume... eu sei pra que serve. É pra abafar grito."
Arthur: "Eu tav