POV Heitor Montenegro
Saí do palco com os flashes ainda estourando na retina. O corredor gelado parecia apertar minha garganta. Entrei na sala reservada, bati a porta. Célia já estava lá, sentada, mexendo no celular. O rosto dela? Calmo. Frio. O olhar dela encontrou o meu e me atravessou como uma faca.
— Está pronto? — ela perguntou, sem levantar a cabeça.
— Quase. — respondi, a voz baixa, seca.
Ela largou o celular na mesa.
— Nós precisamos de um último empurrão. O público adora espetáculo, ma