POV Isadora Ferraz
Entrei em casa e o silêncio me acertou como um tapa gelado. A mansão parecia maior, mais oca, mais... perigosa. Os funcionários desviavam o olhar. Um deles se atrapalhou com uma bandeja, quase deixou tudo cair. Outro fingiu arrumar um vaso que nem estava torto. Eu continuei andando.
Heitor estava na sala, sentado na poltrona como um rei destronado. A mão segurava um copo de uísque, mas os dedos tremiam. Quando me viu, ele levantou devagar. O rosto vermelho. O maxilar travado.