POV Heitor Montenegro
O barulho da impressora foi o primeiro som que me irritou naquele dia.
Depois veio o segundo, o clique apressado das teclas de Mariana, minha secretária, digitando como se o teclado fosse um inimigo pessoal. E o terceiro, o pior de todos: o bip da notificação do jornal financeiro na tela do meu computador.
“Herdeiro Harrison abandona império da família e aposta em editora independente. Ações da Vertigem sobem 14% em 24 horas.”
O título era como um bisturi. Frio. Preciso.