J. C. Rodrigues Alves
Caterina Genovese deveria ter herdado um império.
Em vez disso, herdou silêncio, humilhação e um quarto nos fundos da própria casa.
Filha do antigo patriarca de uma das famílias mais poderosas da máfia italiana, ela foi apagada após a morte do pai, reduzida a empregada pela madrasta e mantida fora de tudo que, por direito, era seu. Mas Caterina nunca foi fraca. Apenas… paciente.
Tudo muda na noite de um baile de máscaras.
Entre mentiras, alianças e sangue disfarçado de elegância, ela cruza o caminho de Diego Ferrari — um Don jovem, implacável e perigosamente inteligente. Ele não se interessa por beleza, nem por submissão. Ele se interessa por poder. E reconhece isso nela antes de qualquer outro.
Um acordo nasce.
Um casamento acontece.
E uma guerra começa.
Agora, dentro de um mundo onde confiança é moeda rara e traição é regra, Caterina precisa provar que não é uma peça no jogo — ela é o próprio tabuleiro. Enquanto isso, Diego descobre que protegê-la não é apenas estratégia… é obsessão.
Mas amar, naquele universo, não é um refúgio.
É uma sentença.
Quando a cúpula se volta contra ela, quando inimigos se escondem nas sombras e quando o sangue começa a marcar cada passo, Diego faz o impensável: mata em nome dela, diante de todos, sem hesitação.
E naquele instante, o recado é claro:
Quem tocar em Caterina Genovese…
não enfrenta um homem.
Enfrenta um incêndio.
Entre desejo e destruição, poder e entrega, os dois precisarão decidir até onde estão dispostos a ir.
Porque nesse jogo, não existe final feliz.
Só sobreviventes.