A mensagem foi enviada em menos de um segundo. Elisa voltou a guardar o celular na bolsa antes que qualquer um percebesse, respirou fundo, precisava manter a calma.Do outro lado da sala, Gustavo continuava olhando para a imagem congelada na tela. A mulher refletida no vidro realmente usava um tailleur muito parecido com o de Elisa, parecido, mas não idêntico.Henrique ampliou novamente a gravação, a resolução piorou, os contornos ficaram borrados, era impossível afirmar qualquer coisa com certeza. Mesmo assim, a dúvida já havia sido plantada.— Elisa... — Gustavo disse, sem levantar a voz.— Sim?— Onde você estava ontem à noite?— Em casa, sozinha. — respondeu, sustentando o olhar dele.Henrique cruzou os braços.— Alguém pode confirmar? — Henrique cruzou os braços.Por um instante, ela hesitou.— Não, moro sozinha.O silêncio voltou a tomar conta da sala.Gustavo odiava aquela sensação, queria acreditar nela. Elisa trabalhava ao seu lado havia quase oito anos, sempre fora competent
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