O caminho até o hospital foi silencioso.Gustavo insistiu para que Maytê fosse examinada, mesmo que ela repetisse, pela décima vez, que estava bem.— Foi só uma batida.— Eles jogaram uma caminhonete contra o nosso carro. — disse, e ela suspirou.— Eu sei.— Então me deixa ter certeza de que você não se machucou.Maytê não respondeu, apenas segurou a mão dele. Ela conhecia aquele olhar, não era apenas preocupação, era culpa.Quarenta minutos depois, o médico voltou à sala.— A senhorita Maytê sofreu apenas uma contusão no ombro. Vai sentir dor por alguns dias, mas não há nenhuma fratura.— Obrigado, doutor. — Gustavo soltou o ar que nem percebeu que estava prendendo.Assim que o médico saiu, Maytê sorriu de leve.— Viu? Estou inteira.Mas Gustavo não sorriu, continuava olhando para o chão.— Eles podiam ter matado você.— Mas não mataram. — ela se aproximou dele.— Isso não muda o fato de que tentaram.O silêncio tomou conta da sala.Maytê colocou a mão em seu rosto, obrigando-o a olhá
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