Eu não sabia o que estava fazendo. Só sabia que, se parasse, a tempestade lá fora ia me engolir inteira. O trovão estourou tão perto que o vidro da janela tremeu. Meu corpo inteiro estremeceu junto. Foi instinto puro: agarrei o rosto dele e o beijei para calar o medo. E o beijo... Deus, o beijo dele era fome. Língua quente, exigente, invadindo minha boca como se já fosse dono dela. Dentes mordendo meu lábio inferior, puxando, sugando. As mãos grandes dele espalmadas nas minhas costas, descendo pela coluna, apertando minha cintura como se quisesse me fundir ao corpo dele. A camisola de seda preta escorregou de um ombro, depois do outro. O tecido frio deslizou sobre minha pele quente, arrepiando cada centímetro. A mão dele acompanhou o caminho da seda, áspera, quente, possessiva. Subiu pela minha coxa, por baixo do tecido, até encontrar a pele nua da minha bunda. Apertou. Forte. Eu gemi contra a boca dele — um som molhado, vergonhoso, desesperado. Ele se afastou só o sufici
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