Auxiliada por Sônia e o motorista de Fred, nós o levamos ao hospital, mesmo ele serecusando a admitir que precisava de cuidado. Era a primeira vez que eu via a Sônia, umamulher madura, de poucos sorrisos, mas extremamente educada. Ela se apresentou comoassistente pessoal de Fred.Depois de algum tempo de espera, o médico finalmente nos deu o diagnóstico.Infecção. Fred havia deixado o hospital precipitadamente após a cirurgia para retirada doprojétil, e agora pagava o preço por sua teimosia. Precisaria ficar internado para receberantibióticos intravenosos e ter a ferida devidamente tratada.“Obrigada, Sônia.” Disse quando ela se ofereceu para ficar. “Pode ir descansar. Eufico com ele.” Ela hesitou por um momento, seus olhos me estudando com cuidado. Ela,finalmente, se convenceu. Pegou um cartão com seu contato e me entregou.“Qualquer coisa me ligue.” Então se foi, deixando-nos sozinhos no quarto silenciosodo hospital. Agora aqui estou eu, observando Fred dormir. Os medicament
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