Estacionei em frente ao bar com o coração batendo descompassado, não pela
pressa da viagem, mas pela decisão que havia tomado. As palavras de Sofia se repetiam
na minha mente como um mantra: “Seu sentimento de culpa não vai proteger a Ária.” Ela
estava certa. Eu estava vivendo há tempo demais como um fantasma e Ária, ela me fez
sentir vivo novamente. Estava na hora de parar de fugir. Respirei fundo, ignorando a
pontada na perna ainda em recuperação, e desci do carro com uma determinação que não