O velório foi uma das coisas mais difíceis que já presenciei. Não pela morte em si,infelizmente eu já havia aprendido como a vida podia ser crei e repentina. Mas ver Árianaquele estado foi desolador.O salão estava lotado de pessoas que amavam o velho Gaspar: músicos quehaviam tocado com ele ao longo do tempo, alunos de piano, clientes antigos do bar que setransformaram em amigos que compartilharam histórias e melodias. Todos falavam comoele havia sido generoso, talentoso, sobre como havia ajudado tantas pessoas. Enquantoisso, Ária não emitia um som. De vez em quando lágrimas silenciosas se desprendiam deseus olhos cansados. Era o silêncio de alguém que estava tentando manter os pedaços desi mesma unidos, como se uma palavra pronunciada pudesse fazer tudo desmoronar. Suador estava estampada no semblante pálido, nos olhos vermelhos e na postura curvada dequem carrega o peso do mundo sobre os ombros.Durante o evento, mantive uma mão gentil em suas costas, oferecendo o únicoa
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