Evelyn O percurso de volta é um borrão. O enjoo que eu vinha segurando desde o restaurante explode de repente em uma onda violenta que me faz apertar a boca com a mão. Edward percebe na hora, eu vejo pelo canto do olho como ele aperta o volante e o maxilar trava de preocupação. Ele encosta no primeiro posto de gasolina que encontra, um lugar iluminado por lâmpadas fluorescentes amarelas, com cheiro de diesel e café requentado.— Evelyn, amor... você tá bem? — pergunta ele, já soltando o cinto de segurança.Eu não respondo, simplesmente saio tropeçando do carro, correndo para o banheiro feminino, e mal chego ao vaso antes de vomitar tudo. O gosto amargo sobe pela garganta e meus olhos lacrimejam, então me apoio na parede fria de azulejo, tremendo inteira. Meu corpo dói, a cabeça lateja, e eu me sinto péssima. Péssima por estragar a noite, por parecer fraca, por não conseguir nem fingir que está tudo bem.Edward está esperando do lado de fora quando saio, encostado na parede, com os
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