— Eu não quis—— Quis.Ela fechou a boca.Dante caminhou até a porta.— Marco ficará do lado de fora. Quando decidir se quer respostas ou medo, mande chamá-lo.— Dante.Ele parou, mas não olhou para trás.— Você queria espaço, Sofia. Agora tem.A porta se fechou atrás dele.Sofia ficou sozinha no quarto.O silêncio que ela pedira veio pesado demais.Por alguns minutos, não se moveu. Apenas olhou para a porta fechada, sentindo a culpa se misturar ao medo. Ela havia atingido a ferida dele de propósito, mesmo sem saber todos os detalhes. Tinha usado a mãe dele como arma.Talvez porque ele também usasse verdades como lâminas.Talvez porque, perto dele, ela se tornasse alguém que não reconhecia.Sofia caminhou até a janela.Do lado de fora, os jardins da mansão pareciam tranquilos. Homens armados patrulhavam os caminhos. Ciprestes se moviam suavemente com o vento. O céu de Roma estava azul, bonito, indiferente.Ela tocou o curativo no rosto.Depois olhou para a carta do pai.Nunca se renda
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