Mas, cada vez que a música diminuía, ela ouvia a voz de Zayn.Fique para o jantar.Não.Cancele.O senhor sempre fala como se o mundo obedecesse?Normalmente, obedece.Layla errou uma contagem.Uma das alunas riu.— Professora, a senhora está apaixonada?A sala explodiu em risos.Layla quase deixou cair o véu.— Estou distraída, não doente.Samira, no canto, arqueou uma sobrancelha.Layla fingiu não ver.No fim da tarde, quando o estúdio esvaziou, ela ficou sozinha diante do espelho. A luz alaranjada entrava pelas janelas, tocando o chão gasto. Layla colocou uma música baixa e começou a dançar sem coreografia.Dessa vez, não era para convidados.Não era para dinheiro.Era para si.Moveu os braços devagar, fechou os olhos, deixou o corpo conversar com algo que a mente não queria admitir. A dança revelou o que ela tentava esconder: inquietação, raiva, desejo, medo. Girou uma vez, duas, os cabelos soltando do coque. O coração acelerou.Quando abriu os olhos, imaginou Zayn no reflexo.Par
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