Seis meses antes do leilão, eu não sabia que Kael Ashford existia.Sabia sobre a família Ashford, vagamente, toda a gente que circulava nas margens do mundo que eu habitava sabia. Um apelido que aparecia em registos imobiliários, em conselhos de empresas, nas colunas sociais e, ocasionalmente, em investigações que nunca chegavam à fase de acusação. O tipo de nome mencionado em voz ligeiramente baixa, não exactamente de medo, mas com o respeito instintivo que se dá ao poder real. O tipo de nome que aparece em documentos e não em notícias, que é precisamente a distinção que importa.Mas Kael, especificamente? Não.Foi Serena quem trouxe o nome.* * *Era uma quinta-feira chuvosa em maio quando Serena Voss apareceu no meu apartamento em Pimlico com uma garrafa de vinho tinto e um arquivo de papel kraft pardo que colocou sobre a mesa de centro sem cerimónia.Quando Serena aparece com vinho, é social. Quando aparece com arquivo, é trabalho. Quando aparece com os dois, é o tipo de tra
Ler mais