Seis meses antes do leilão, eu não sabia que Kael Ashford existia.
Sabia sobre a família Ashford, vagamente, toda a gente que circulava nas margens do mundo que eu habitava sabia. Um apelido que aparecia em registos imobiliários, em conselhos de empresas, nas colunas sociais e, ocasionalmente, em investigações que nunca chegavam à fase de acusação. O tipo de nome mencionado em voz ligeiramente baixa, não exactamente de medo, mas com o respeito instintivo que se dá ao poder real. O tipo de nome