Abri.Os dedos tremiam. O estojo de veludo preto era pequeno, aveludado, brilhando sob a luz noturna. A mão de Maximus ainda pousava sobre a minha, quente, firme, como se ele tivesse medo que eu fosse embora se ele soltasse.Dentro, uma aliança.Fina. De ouro branco. Com um brilho pequeno no centro — um diamante, minúsculo, discreto, perfeito. A luz da lua dançava na superfície do metal, refletindo pequenos pontos dourados nas paredes, nos lençóis, no rosto dele.O mundo parou.Não era uma caixa de joias qualquer. Não era um presente aleatório. Não era um gesto vazio. Era uma aliança. Compromisso. Futuro. Casar. Aquela palavra pesava mais do que o próprio anel, do que o diamante, do que qualquer coisa que ele já tivesse me dado.Meu coração disparou. A respiração ficou presa. A mão que segurava o estojo começou a tremer mais forte.— Maximus — o nome saiu num sussurro, quase um soluço.— Eu ia pedir em um lugar especial. Com flores. Com violinos. Com jantar à luz de velas.Ele sentou
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