Existem momentos na vida em que tudo parece desacelerar.Existem pessoas que deveriam permanecer no passado.Não porque tenham feito algo terrível, mas porque encontrá-las de novo é como arrancar a casquinha de uma ferida que nunca cicatrizou direito.Amanda Duarte era exatamente esse tipo de pessoa.No instante em que nossos olhares se encontraram dentro da sala de fisioterapia, algo dentro de mim saiu completamente do eixo. E aquilo me irritava.Fazia meses que aquela noite tinha acontecido, o que era tempo suficiente para ela ter virado apenas uma lembrança aleatória de uma noite em São Paulo. Tempo suficiente para eu não sentir absolutamente nada.Mas ali estava eu, sentado naquela maca e com o coração acelerado igual um adolescente. Porque, de repente, eu não estava mais no departamento médico do clube. Não estava sentado numa maca com um tornozelo ferrado. Não estava preocupado com campeonato, contrato ou imprensa.Eu estava de volta àquela noite. Àquele maldito hotel. Àquela mu
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