Lua pegou dois batons da bolsa. Em uma mão, o nude. Discreto, elegante, quase seguro. Na outra, um laranja queimado, mais vivo, mais quente e perigoso.Será que ele ia perceber se ela passasse um pouquinho?Franziu o cenho para os dois como se estivesse diante de uma decisão corporativa de grande impacto.O nude parecia não fazer diferença. O laranja parecia fazer diferença demais.Talvez fosse melhor desistir.Já estava quase guardando os dois quando uma voz feminina, suave e divertida, surgiu atrás dela:— O nude vai ficar perfeito com esse terninho que está usando.Lua se sobressaltou como se tivesse sido pega cometendo um crime.A bolsa escorregou de seus dedos, caiu aberta no chão, e os óculos escaparam junto com alguns papéis, um batom, um recibo dobrado e um prendedor de cabelo. O som pequeno dos objetos contra o mármore pareceu alto demais no banheiro silencioso.— Meu Deus… desculpa — Lua murmurou, abaixando-se depressa, o rosto queimando.— Não, eu que peço desculpas. Não qu
Leer más