Lua pegou dois batons da bolsa. Em uma mão, o nude. Discreto, elegante, quase seguro. Na outra, um laranja queimado, mais vivo, mais quente e perigoso.
Será que ele ia perceber se ela passasse um pouquinho?
Franziu o cenho para os dois como se estivesse diante de uma decisão corporativa de grande impacto.
O nude parecia não fazer diferença. O laranja parecia fazer diferença demais.
Talvez fosse melhor desistir.
Já estava quase guardando os dois quando uma voz feminina, suave e divertida, surgiu