Iara
Ela caminhava pelos corredores da Atikos com a postura ereta de quem aprendeu cedo demais que qualquer sinal de hesitação podia ser confundido com fraqueza, mas, por dentro, cada passo parecia afundar em um terreno instável, amaldiçoado por lembranças que ela passou anos tentando soterrar em algum lugar entre Ponta Porã, a fronteira, e todos os quilômetros que colocou entre si mesma e São Paulo.
O andar administrativo era amplo, silencioso e excessivamente impecável e sofisticado, como se