Lucas
Passou muitos anos acreditando que, em algum momento, veria aquele rosto novamente.
Não porque tivesse esperança.
A esperança havia morrido primeiro.
Morreu nos primeiros dias, quando ele ainda ligava para números que chamava até cair, quando perguntava por ela a todos naquela casa, e as pessoas desviavam o olhar.
Quando percorria lugares onde costumavam se encontrar com uma raiva juvenil e desesperada alojada no peito e uma ânsia desesperada para tê-la de volta.
Depois foi se tornando um