lA música clássica no salão mudou para algo mais lento, uma valsa moderna que soava como um lamento sofisticado. O som do violino arranhava meus ouvidos, mas eu mantinha a máscara de porcelana intacta. Caleb caminhou em minha direção, atravessando o mar de convidados com a arrogância de quem já se sentia dono do território. — Acho que esta é a nossa deixa, Luna — ele disse, estendendo a mão. Eu olhei para os dedos dele, imaginando como seria fácil quebrá-los um por um. Mas eu sorri. Aquele sorriso que eu tinha ensaiado no espelho: brilhante, vazio e perigoso. — É uma valsa, Caleb. Tente não pisar nos meus pés ou na minha paciência. Ele soltou uma risada curta e me puxou para o centro do salão. A mão dele pousou na base das minhas costas nuas, exatamente onde o vestido verde terminava e a minha pele começava. O contato foi como um choque de baixa voltagem, mas sem a faísca do desejo. Era apenas invasivo. Seus dedos apertaram minha carne com uma força possessiva, reivindicando
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