Pela primeira vez na vida, o silêncio na minha mente não era um vazio assustador; era uma paz sólida. Dormi um sono sem sonhos, sem fantasmas de Silas ou sombras de Caleb. A marca no meu pescoço, ainda quente e pulsante, agia como um selo de proteção. Mas, assim que o primeiro raio de sol cruzou as frestas da madeira, a tranquilidade foi substituída por uma descarga elétrica que percorreu minha espinha. Abri os olhos e não precisei me virar para saber que Dominic estava acordado. Eu sentia a consciência dele como um zumbido constante na base do meu cérebro — o elo mental. Era uma conexão bruta, sem filtros. Eu sentia a satisfação dele, o instinto protetor e, acima de tudo, uma fome física que parecia um buraco negro. Dominic estava deitado de lado, me observando, um braço musculoso apoiando a cabeça. O olhar dele estava carregado, as pupilas dilatadas indicando que o lobo ainda estava muito perto da superfície. — Você sente, não sente? — ele perguntou, a voz saindo como um trov
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