Capítulo 28: A Promessa e a Fuga SilenciosaPOV ANA CLARAO sol da segunda-feira é um lembrete cruel de que a vida continua, implacável, mesmo quando o corpo e a alma clamam por um tempo. Acordo com a cabeça ainda pesada, um resquício da tontura de ontem e da exaustão emocional que me consumiu. A discussão com Gabriel na sala de jantar ainda ecoa em meus ouvidos, suas palavras frias e as minhas, igualmente afiadas, cortando o ar entre nós. Ele me chamou de teimosa, eu o chamei de guardião. Ele alegou responsabilidade, eu exigi liberdade. No fim, a única coisa que ficou clara é que, por mais que tentemos, a linha entre o contrato e o real está cada vez mais borrada.Levanto-me da cama, o corpo ainda um pouco mole, e caminho até a janela. A mansão está silenciosa, imponente, como um castelo que guarda segredos. Olho para a piscina, agora limpa e calma, sem o vento gelado ou a chuva que encerrou a tarde de ontem. A imagem de Leo rindo, de suas pequenas mãos batendo na água, é a única coi
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