A luz da manhã de domingo corta o quarto como uma lâmina fria, mas eu me recuso a abrir os olhos. Estou jogada na cama, envolta em lençóis que parecem caros demais para o caos que sinto por dentro. Meus braços estão cruzados sobre o rosto, uma tentativa inútil de abafar as imagens da noite anterior que se repetem em um looping torturante na minha mente: as luzes, os aplausos, o calor das mãos de Gabriel na minha cintura e, principalmente, aquele beijo.
Aquele maldito beijo que não deveria ter s