Saio do quarto de Ana Clara com o gosto amargo do café e a doçura do perfume dela ainda impregnados em meus sentidos. Meus passos ecoam no corredor largo da mansão, mas o barulho mais alto é o da minha própria mente, martelando as palavras dela. “Foi parte do espetáculo.” Ela tem razão. É o que eu deveria querer ouvir. Mas, por algum motivo, a indiferença dela me irrita mais do que qualquer provocação.
Caminho em direção ao quarto de brinquedos de Leo. Até agora, tenho feito de tudo para manter