Ela abre os olhos devagar, as pupilas dilatadas, tentando focar em meu rosto. A confusão em seu olhar me corta. Ela tenta me afastar com uma mão trêmula, um gesto de orgulho que morre antes mesmo de se completar.
— Eu… eu estou bem — ela sussurra, mas a voz é apenas um fio. — Só uma tontura. O sol… o vento…
— O sol nada, Ana Clara. Você não comeu o dia inteiro — ralho, a irritação mascarando o medo que sinto ao vê-la assim. — Você é teimosa demais para o seu próprio bem.
Tento ajudá-la a se