POV GABRIEL
O terno amassado, a gravata desfeita, o anel de noivado repousando frio na mesa de cabeceira. O quarto, antes um refúgio, agora parece sufocante. A imagem de Ana Clara, o cheiro dela, a forma como ela se entregou naquele beijo… é demais. É uma brasa que se recusa a apagar, um lembrete vívido da eletricidade que crepitou entre nós diante de todos. Aquilo não foi parte do contrato. Aquilo foi… real. E o real, neste castelo de aparências, é a coisa mais perigosa. Eu, Gabriel Monteiro,