MAYA O despertar de sábado não teve o som estridente de um despertador ou o barulho frenético do trânsito. Foi silencioso, macio e quente. Levei alguns segundos para processar onde eu estava, mas o cheiro de sândalo e pele limpa me trouxe de volta imediatamente. Eu estava atravessada na cama de Arthur. Novamente. Minha perna direita estava jogada por cima dos quadris dele, meu braço esquerdo repousava sobre seu peito largo, e eu podia sentir o movimento rítmico de sua respiração sob a minha bochecha. Eu tinha, literalmente, colonizado o lado dele da cama, deixando os outros dois metros de colchão caríssimo completamente vazios. Abri um dos olhos e dei de cara com Arthur. Ele já estava acordado. Ele não se movia, apenas me observava com um olhar que eu nunca tinha visto antes — um olhar de posse, sim, mas banhado em uma ternura que me fez perder o fôlego. — Bom dia, invasora de territórios — ele sussurrou, a voz ainda mais rouca pelo sono. Senti minhas bochechas esquentarem, mas
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