CAPÍTULO 35 – O RASTRO DA SERPENTE

MAYA

O silêncio que ficou na cobertura após a saída de Arthur era denso, quase sólido. Eu sentia cada centímetro do meu corpo latejar, uma mistura da ressaca do uísque de ontem com a ressaca moral de ter confessado o meu maior segredo para o homem que eu deveria manter à distância.

Eu precisava de água. Precisava lavar o cheiro de confusão que parecia ter grudado na minha pele.

Caminhei até a suíte de Arthur, ele havia pedido para colocarem as coisas do meu banheiro ali, o som dos meus passos e
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