ARTHUR
A luz da manhã filtrava-se pelas persianas automatizadas, desenhando listras de ouro pálido sobre o tapete da suíte. Eu não tinha pregado o olho. Permaneci ali, naquela poltrona de couro, observando o subir e descer ritmado do peito de Maya sob o edredom. Ver a mulher que eu amo dormir, depois de uma noite de confissões bêbadas e lágrimas de ódio, era a única coisa que mantinha a minha sanidade no lugar enquanto o meu sobrenome era estraçalhado em todos os portais de notícias.
Maya se me