ARTHUR VALENTEAs palavras de Maya não foram um sussurro; foram um veredito. Ela estava ali, de pé no centro daquela sala minúscula, com o rosto manchado de lágrimas e os punhos cerrados, parecendo uma sobrevivente prestes a enfrentar um furacão.Antes que a lógica pudesse me deter, eu dei um passo à frente. Envolvi-a em um abraço, puxando-a contra o meu peito. Senti o corpo dela tensionar instantaneamente, a respiração presa na garganta, mas não recuei. Eu precisava que ela sentisse, nem que fosse por um segundo, que não estava mais sozinha contra o império dos Valente. O perfume dela, uma mistura doce que contrastava com o cheiro de mofo daquele apartamento, invadiu meus sentidos.— Não preciso do seu perdão agora, Maya — sussurrei contra o topo da sua cabeça, enquanto sentia o tremor dela diminuir gradualmente. — Preciso da sua fúria. Guarde-a. Vamos usá-la como combustível para queimar o tabuleiro de Heitor.Lentamente, ela se afastou, seus olhos buscando os meus em busca de uma m
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