ARTHUR VALENTE
O silêncio que se seguiu às palavras de Anna era denso, carregado com o cheiro do perfume caro dela e o resquício de eletricidade que ainda vibrava entre Maya e eu. Olhei para o envelope pardo, o papel parecendo uma mancha suja em meio ao que acabara de acontecer.
Maya estava imóvel. Eu conseguia ouvir sua respiração errática. Vi o exato momento em que a dúvida cruzou o olhar dela ao notar o meu maxilar travado. Como ela podia achar que eu acreditaria naquilo. Jamais.
— Arthur, p