Lucy não contou nada.Nem sobre Dustin, nem sobre o aperto no peito que voltara de repente, nem sobre o medo súbito de que aquele dia perfeito tivesse sido apenas um intervalo curto demais. As primas perceberam, mas nenhuma insistiu. Apenas trocaram olhares silenciosos, como quem entende que há dores que precisam de tempo para encontrar voz. No caminho de volta, o carro seguiu em um conforto estranho, sem pressa, embalado por uma música baixa e pela sensação de que, apesar de tudo, Lucy não estava mais sozinha.Quando chegaram à casa de Rowan, as luzes da sala de estar estavam acesas. Ethan estava ali, em pé, próximo à janela, e Rowan ocupava uma das poltronas, espalhado. Os dois pareciam… à espera. Guardando por ela.Ethan foi o primeiro a se mover. Tentou sorrir quando Lucy entrou, mas o gesto saiu rígido, quase ensaiado, como se o rosto ainda não tivesse aprendido a acompanhar o que o coração sentia. O sorriso não alcançou os olhos, e aquilo a deixou constrangida, como se estivesse
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