NicolasEu sempre soube que Cassandra Valenti era um problema. Mas eu não esperava que ela fosse um furacão.Caminhei pelo corredor frio da torre, sentindo o peso da chave no meu bolso e o peso da minha própria existência nos ombros. Meu pai queria que eu a "adestrasse". Ele usava essa palavra como se ela fosse um cavalo de raça que precisava de chicote para entender quem manda. O que Donato não entende é que algumas almas nascem com fogo nas veias, e se você tenta apagá-lo, acaba se queimando.Quando abri a porta, o silêncio me atingiu primeiro.Ela estava caída no chão, ao lado da cama. O vestido cinza parecia um pano de chão descartado. Cassandra não se mexia. A respiração, que antes era um rosnado constante, parecia ter parado.— Cassandra? — chamei, minha voz saindo mais tensa do que eu gostaria de admitir.Nada.O pânico, um sentimento que eu tinha enterrado sob camadas de cinismo, subiu pela minha garganta. Se ela morresse, o plano de Donato ruía. E se o plano ruía, o castigo c
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