Na Costa Serena, Amanda foi chamada mais uma vez para depor naquela manhã. O ambiente da delegacia era frio, cheirava a café requentado e papel velho. Depois do depoimento, o investigador pediu que aguardasse do lado de fora. Enquanto esperava, viu um funcionário do bar entrar, seguido mais tarde por uma amiga de Larissa. O vai-e-vem só reforçava a sensação de que tudo, enfim, estava se encaixando. Amanda mantinha-se confiante. No fundo, sentia que a verdade estava perto. Não se enganava. Pouco tempo depois, o investigador saiu da sala com a expressão serena de sempre. — Eles foram presos — disse, simplesmente. Amanda piscou, surpresa. — Presos… já? Ele assentiu e ofereceu-lhe carona. O carro cor de creme estava limpo, bem cuidado, com um leve cheiro de couro aquecido pelo sol. Ele usava óculos escuros, apesar da luz fraca do fim de tarde, e falava num tom calmo enquanto ligava o rádio, de onde saía uma música lenta, antiga. — Já temos indícios sólidos sobre o resp
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