Naqueles dias, Amanda ia bem no trabalho. Já se sentia integrada ao ambiente, aprendendo rápido, criando laços com os colegas e descobrindo uma rotina que lhe devolvia a confiança. As manhãs passavam mais leves, e as tardes, produtivas. Rubens lhe contou que em breve retornaria ao mar, assumindo novamente o posto de capitão. A notícia trouxe um aperto no peito, mas Amanda disfarçou. Insistiu para que, antes da viagem, ele reservasse um tempo para acompanhá-la à peça de Selma, no sábado à noite. Ele concordou. Naquela noite, Amanda se arrumou com cuidado. Vestia um vestido vermelho, que marcava a silhueta sem exageros. Os brincos e a gargantilha de ouro refletiam a luz suave do quarto. Usava os cabelos soltos, perfumados, e um salto em tom rosado, elegante e feminino. Ao se olhar no espelho, respirou fundo — sentia-se bonita e viva. Rubens chegou pouco depois. Estava bem perfumado, usando camisa azul e calça preta, o cabelo arrumado com simplicidade. Quando se viram, trocaram um
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