Dia romântico Cap 7

No dia seguinte, Amanda escolheu um vestido laranja claro, que realçava sua pele, combinou com acessórios dourados e passou um perfume suave de rosas. Deixou o cabelo solto, caindo naturalmente sobre os ombros.

Rubens chegou em um carro prata e buzinou. Quando Amanda desceu, foi recebida com um abraço apertado e um beijo rápido. Ele segurou sua cintura com mais firmeza do que ela esperava, e um arrepio lhe percorreu o corpo.

— Não faz isso logo de manhã — disse ela, sorrindo sem graça.

— Não consegui evitar — respondeu ele, mantendo-a perto por mais alguns segundos.

No caminho até a cafeteria, conversaram sobre a cidade, os lugares que ela havia conhecido, os planos que começavam a se desenhar. O local era acolhedor, em tons de marrom, com cadeiras de madeira, vasos de plantas e o aroma envolvente de café fresco.

Amanda pediu um café com leite cremoso e bolo de chocolate. Rubens pediu o mesmo.

— Nossa… que delícia — comentou ela, provando o bolo.

Rubens observava cada gesto seu, o jeito como ela prendia uma mecha de cabelo atrás da orelha, como seus olhos brilhavam ao falar. Amanda sentia um frio no estômago, uma sensação que não experimentava havia muito tempo — aquela atenção a aquecia por dentro.

— E… como foi rever sua família? — perguntou, num tom mais contido.

— Foi bom. Meus pais são muito amorosos… meu irmão é mais difícil, mas é o jeito dele — respondeu Rubens, fazendo uma breve pausa, um incômodo silencioso passando por seus olhos.

Amanda percebeu e mudou de assunto. Falou sobre o trabalho, e Rubens contou o que Gabriel havia dito. no dia seguinte, ela estaria pronta para procurar emprego.

Algo estava começando. E ambos pareciam sentir.

Depois dali, os dois seguiram para passear pela praça central da cidade. O lugar era encantador: árvores antigas projetavam sombras suaves sobre o chão de pedra, e pessoas caminhavam lentamente, algumas com câmeras penduradas no pescoço, registrando cada detalhe como se quisessem capturar a beleza daquele fim de tarde.

No centro da praça, uma fonte chamava atenção. A água jorrava delicadamente ao redor de um pequeno anjo de pedra, de feições delicadas.

Amanda parou por um instante, sorrindo.

— É tão fofo… — comentou, encantada.

Rubens observou o jeito leve com que ela se maravilhava com coisas simples. Tocou-lhe a cintura e a conduziu até um cantinho mais discreto, afastado do fluxo de pessoas. Ali, entre o som distante da água e o murmúrio da cidade, ele a envolveu com naturalidade, depositando beijos demorados, cheios de intenção. Amanda fechou os olhos, deixando-se ficar.

Na hora do almoço, Rubens a levou a um restaurante elegante. O ambiente era sofisticado, com música suave e garçons atentos. Amanda experimentou pratos que nunca havia provado antes — sabores diferentes, texturas delicadas, tudo lhe parecia uma descoberta. Ele a observava enquanto ela comentava, curiosa e encantada, cada detalhe.

Depois do almoço, caminharam sem pressa pelas ruas próximas, até que Rubens sugeriu um lugar mais reservado. Foram até um apartamento particular dele.

O espaço era amplo, com móveis em tons de branco e paredes bege que refletiam a luz dourada do fim de tarde. O silêncio era confortável. Rubens aproximou-se devagar, acariciando Amanda com beijos e toques suaves, como se quisesse prolongar cada segundo. O mundo parecia suspenso ali, entre gestos, olhares e respirações contidas.

Aquele dia havia sido especial para ambos.

Mais tarde, Rubens a levou de volta para casa. Amanda desceu do carro com um sorriso discreto, ainda envolta pela sensação daquele encontro.

Ao chegar à própria residência, Rubens encontrou Cristina à sua espera, próxima à piscina. O céu já estava escuro, e as luzes refletiam na água imóvel.

— Onde você esteve o dia todo, Rubens? — questionou ela, visivelmente irritada. Vestia um macacão azul-claro que contrastava com a tensão em seu rosto.

— Fui espairecer um pouco — respondeu, sem encará-la. — Não quero discutir agora.

Passou por ela, afastando-a com um gesto impaciente, e entrou na casa. Nem percebeu direito Josefa e Vitória, que estavam na sala.

— O que está acontecendo, Vitória? — perguntou Josefa, preocupada. — Ele nunca foi assim.

Cristina entrou logo depois e sentou-se ao lado da tia. Vitória hesitou, sem saber o que dizer.

— Eu perdi a calma… falei de um jeito confrontativo — disse Cristina, tentando controlar a emoção. — Sei que não foi o melhor jeito.

Vitória levantou-se.

— Vou falar com ele.

Subiu as escadas e bateu na porta do quarto, que estava trancada.

— Rubens, abra. Precisamos conversar.

Ele abriu, com o olhar cansado.

— Esse comportamento não está certo — disse Vitória, firme. — Cristina está chorando lá embaixo. Vocês estão em um relacionamento. Ela merece explicações.

Rubens respirou fundo, passando a mão pelos cabelos.

— Talvez… talvez eu não queira continuar com isso — confessou, mais como um desabafo do que como uma decisão. — Não é justo com ela.

Vitória franziu o cenho.

— Você está confuso. Cristina é uma mulher linda, carinhosa. Não se encontram muitas assim. Pense bem antes de fazer algo do qual possa se arrepender.

Enquanto isso, na sala, Cristina conversava com Josefa.

— Tenho medo de estar perdendo o Rubens — confessou. — Ele está diferente.

Josefa tomou um gole de chá, tranquila.

— Quando um homem muda assim, quase sempre há outra mulher. Se for o caso, você precisa conhecê-la. Saber com quem está lidando.

Cristina ficou em silêncio por alguns segundos. A ideia já se formava em sua mente.

Depois da conversa com a mãe, Rubens desceu. Cristina se levantou e o abraçou imediatamente.

— Me desculpa — disse, com a voz suave.

— Eu também tenho culpa — respondeu ele, passando a mão pelos cabelos dela.

Ela o conduziu até a área externa, perto da piscina. Sentou-se entre as pernas dele em uma cadeira de praia, apoiando-se com intimidade.

— Eu sei que você está confuso — disse, olhando fundo em seus olhos. — Mas eu vou mudar isso.

E o beijou, com determinação suficiente para não deixá-lo pensar em mais nada naquele momento.

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