Amanda deixou a água fria escorrer pelo corpo, sentindo o arrepio despertar sua pele e também seus pensamentos. O banheiro se enchia de vapor leve, misturado ao som constante do chuveiro. Profissionalmente, ela se sentia em paz — finalmente reconhecida, útil, em crescimento. Mas, no campo emocional, algo permanecia suspenso, sem definição. Passou o shampoo pelos cabelos com calma, massageando o couro cabeludo como se tentasse organizar as próprias ideias. Rubens vinha à sua mente sem ser chamado. Gostava dele, disso não tinha dúvida. O que não sabia era se ele poderia lhe oferecer o que ela realmente desejava: presença, clareza, compromisso. Após o banho, espalhou uma loção pós-banho de aroma suave, floral, que lhe trouxe uma sensação de conforto. Vestiu um vestido soltinho, leve, que acompanhava seus movimentos com naturalidade. Sentia-se feminina, segura — mas também decidida. O telefone tocou. — Amanda! — disse Ana Bela do outro lado, animada. — Estou contando os dias pra
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