EmmaNo carro, o silêncio era pesado, o motor ronronando baixo enquanto cortamos as ruas escuras de volta à mansão. Dante dirigia, uma mão no volante, a outra no meu joelho, o polegar traçando círculos lentos, reconfortantes — ou possessivos. Olhei pela janela, as luzes borrando como lágrimas, refletindo sobre tudo. Não posso correr o risco de perder mais ninguém. Se eu tiver com Salazar ele não vai precisar atacar, mas não: fugir acaba com a desculpa. Deixarei uma carta dizendo que fugi por vontade, cansada do "só desejo", da maldição. Com sorte Dante vai acreditar, vai me odiar, mas não quero ser a causadora de um banho de sangue, não posso correr o risco de Luca perder mais alguém.Chegamos à mansão, as luzes apagadas exceto a entrada, o cascalho rangendo sob os pneus. Dante estacionou, subimos as escadas e eu estava indo para o meu quarto, mas antes de eu sair, ele me puxou pelo braço, os olhos faiscando no escuro do carro, uma mistura de desejo e algo mais profundo — arrependimen
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