O sol começava a descer lentamente por trás das árvores do parque, espalhando uma luz dourada sobre o gramado. Miguel corria de um lado para o outro, rindo alto, enquanto tentava subir no escorregador mais alto do playground. Para ele, o mundo era simples: brincar, correr, rir. Para Arthur e Helena, sentados no banco de madeira sob a sombra de uma árvore antiga, o mundo parecia ter mudado de forma sutil — mas definitiva.Arthur mantinha a mão de Helena entrelaçada à sua, como se aquele gesto fosse algo natural, antigo, quase inevitável. Helena sentia o calor da pele dele, o peso tranquilo da presença ao seu lado, e, pela primeira vez em muito tempo, não sentia vontade de se afastar. Ao contrário, sentia vontade de permanecer.— Ele está feliz — Arthur comentou, observando o sobrinho.Helena sorriu.— Miguel sempre é feliz… mas hoje parece diferente — disse. — Como se tivesse percebido alguma coisa.Arthur desviou o olhar para ela, estudando o rosto delicado, a forma como os olhos dela
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