Arthur ainda estava diante de Helena, próximo demais para fingir que nada havia mudado. O silêncio entre eles não era vazio, era carregado. Ele sentia o cheiro dela, familiar e perturbador, como se despertasse algo antigo dentro do peito. Helena respirava com dificuldade, tentando organizar pensamentos que se atropelavam. Nenhum dos dois se sentou novamente. Permaneceram de pé, como se qualquer movimento errado pudesse quebrar algo frágil demais. Arthur passou a mão pelos cabelos, nervoso, enquanto Helena apertava os dedos um no outro, sentindo o coração bater forte demais para ser ignorado.Helena foi a primeira a quebrar o silêncio, embora a voz tenha saído baixa.— O que me assusta, não é o sentimento, mas a intensidade dele, sempre que o vejo, tudo o que sinto em relação a você é intenso demais.Arthur assentiu, compreendendo perfeitamente.— O mesmo acontece comigo, Helena — eu me sinto assim com você desde o primeiro dia que eu a vi, lá na sala de aula. Naquela mesma noite sonhe
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