Helena acordou antes do despertador tocar.
Por alguns segundos, ficou deitada, olhando para o teto, tentando entender aquela sensação estranha no peito. Não era angústia. Não era medo. Era… leveza. Uma leveza quase desconcertante para alguém que havia passado tanto tempo se policiando, se contendo, tentando ser racional com sentimentos que nunca obedeceram à razão.
Ela respirou fundo.
Arthur.
O nome surgiu com naturalidade, sem culpa, sem o peso que costumava acompanhar cada pensamento sobre el